Alguns atletas nascem para as jogadas bonitas, as jogadas plásticas. Eles podem ficar 80 minutos sem tocar na bola, mas quando ela chega aos seus pés eles sabem exatamente o que fazer com a redonda. Eles podem ( e devem) ser os mais cobrados pela torcida, vaiados quando não apresentam o futebol que todos esperam, mas quando a bola sai do seu pé a torcida sabe que a jogada tem grande chance de terminar em gol ou em uma assistência para um companheiro. Ronaldinho Gaúcho foi até vaiado no jogo anterior pelo Flamengo, mas ontem na vitória sobre o Atlético-MG bastou não mais que 30 minutos de puro talento para que a torcida voltasse a reverenciar o craque. O mesmo ocorreu com D’Alessandro ontem na vitória do Inter sobre o Figueirense, que com um passe genial deixou o garoto Oscar na cara do gol e a torcida enlouquecida com sua técnica acima da média. Bons jogadores encontramos em todos os clubes, em todas as categorias de base. Mas jogadores diferenciados, aqueles que resolvem a partida e ganham a torcida em um lance são poucos. Lógico que devemos cobrar eles por suas atuações ruins, porém devemos exaltar a habilidade dessas jóias raras que habitam o mundo da bola.
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