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segunda-feira, 27 de junho de 2011

Diferenciados

Alguns atletas nascem para as jogadas bonitas, as jogadas plásticas. Eles podem ficar 80 minutos sem tocar na bola, mas quando ela chega aos seus pés eles sabem exatamente o que fazer com a redonda. Eles podem ( e devem) ser os mais cobrados pela torcida, vaiados quando não apresentam o futebol que todos esperam, mas quando a bola sai do seu pé a torcida sabe que a jogada tem grande chance de terminar em gol ou em uma assistência para um companheiro. Ronaldinho Gaúcho foi até vaiado no jogo anterior pelo Flamengo, mas ontem na vitória sobre o Atlético-MG bastou não mais que 30 minutos de puro talento para que a torcida voltasse a reverenciar o craque. O mesmo ocorreu com D’Alessandro ontem na vitória do Inter sobre o Figueirense, que com um passe genial deixou o garoto Oscar na cara do gol e a torcida enlouquecida com sua técnica acima da média. Bons jogadores encontramos em todos os clubes, em todas as categorias de base. Mas jogadores diferenciados, aqueles que resolvem a partida e ganham a torcida em um lance são poucos. Lógico que devemos cobrar eles por suas atuações ruins, porém devemos exaltar a habilidade dessas jóias raras que habitam o mundo da bola.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Libertadores, garra e técnica!


Amanhã, quarta-feira dia 22 de junho de 2011, vamos conhecer o novo campeão da Libertadores. Dois times com estilos de jogo totalmente diferentes chegaram à decisão, o Santos com seu ataque habilidoso e o Penarol com seu contra-ataque de velocidade.
A equipe brasileira é naturalmente ofensiva, sempre buscando o gol adversário como última parada, como último destino. Já o time uruguaio joga no erro do inimigo, esperando um vacilo para puxar o contra-ataque em velocidade pelos lados do campo.
O Santos possui o jogador diferenciado, aquele que pode decidir a partida em apenas um lance, e se não bastasse ter um atleta acima da média o time de São Paulo tem dois, Neymar e Paulo Henrique Ganso. Na minha humilde opinião, vejo o Ganso sendo mais importante do que Neymar no jogo que se aproxima. Importante não significa o mesmo que decisivo. Ganso é o cérebro do meio campo, aquele já sabe a jogada mesmo antes de a bola chegar ao seu pé. É ele quem vai criar as jogadas para o Neymar ser o jogador decisivo da partida, ele quem vai dar as assistências e tirar o peso da criação dos ombros do camisa 11 santista.
Mas o Penarol tem um fator que é de extrema importância para uma decisão de Libertadores, a garra uruguaia, e isso pode pesar na hora H.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Sou Ronaldo

Hoje acontece a despedida do maior centroavante que vi jogar, o nome dele é Ronaldo, o Fenômeno. Lembro-me da Copa de 1994 quando eu então tinha apenas 9 anos e olhava aquele menino lá, no meio de Dunga, Romário e Bebeto, sorrindo o tempo todo sem ao menos ter jogado uma partida sequer. Lembro-me de ter ficado chocado com uma das imagens que jamais sairá da minha cabeça, a lesão sofrida por Ronaldo no dia 12 de abril de 2000 na partida contra o Lazio. No momento que vi o lance na televisão pensei que o craque não teria mais condições de retornar ao futebol, quem diria ao nível que estava acostumado a desenvolver. Mas para espanto da grande maioria, o retorno tinha data marcada e não podia ser mais especial, a Copa do Mundo de 2002. O Fenômeno não só retornou aos gramados como também atingiu novamente o seu nível máximo, dando as suas características arrancadas e fazendo o que melhor sabia fazer, gols. Terminou o certame campeão e artilheiro da competição.   
Quando ele foi contratado pelo Corinthians achei que aquela era a maior contratação do futebol brasileiro de todos os tempos, não pelos valores e salário envolvidos, e sim por se tratar de um jogador que poderia ser um exemplo para uma nova geração, um exemplo de superação que atingiu os maiores objetivos de uma carreira de atleta profissional.
Hoje posso afirmar, Ronaldo foi o maior camisa 9 que a seleção brasileira já teve. Hoje posso dizer que o Fenômeno é um dos meus maiores ídolos no futebol.

Hoje eu sei o porquê daquela risada moleque na seleção de 1994. Ele sabia que daquela camisa ninguém mais o tiraria, que aquele posto era seu até o término de sua vitoriosa carreira.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Um Inter diferente

No jogo de ontem (domingo) contra o América-MG, o que se viu foi um Inter totalmente diferente de outras oportunidades. Foi um time com velocidade e poder de conclusão.
Diante da ausência de Kleber, Falcão escalou Juan na lateral-esquerda e o garoto novamente não foi bem (não adianta inventar, ele ZAGUEIRO). Mas aqui esta a grande solução da equipe colorada, pois sem Kleber o “onze” vermelho avançou com velocidade e alternando jogadas do lado direito para o esquerdo e vice-versa, não ficando preso ao sonolento lateral-esquerdo de outrora que sempre prejudica  a saída rápida ao contra-ataque. Ainda é preciso achar um lateral titular para a esquerda, pois já sabido há muito tempo que Kleber não tem a mínima vontade de defender as cores do Inter. È uma pena porque é um jogador de excelente assistência e ótimo chute de média e longa distância. Já o lateral-direito Nei pode até não agradar a grande maioria da torcida colorada, mas somente a questão da sua velocidade na saída de bola já ajuda em muito aos contragolpes da equipe. No meio, tivemos Tinga e Guinazu sem comprometer e um Oscar iluminado. O garoto foi o dono do jogo, fez gols e deu assistências e ainda distribuiu dribles precisos. Ainda temos que destacar a presença de Zé Roberto e Cavenaghi, o primeiro demonstrou grande dedicação tática e física,  e o segundo mostrou o oportunismo que o destacou no River Plate.
Lógico que uma vitória sobre o América-MG não é padrão para formar opinião sobre o elenco colorado, mas a vontade do time e disposição tática foram exemplares na partida realizada.