Não adianta os latifundiários bradarem ao vento que eles sustentam o País e que eles produzem os alimentos que tanto precisamos. Nada adianta produzirmos uma quantidade gigante de produtos agropecuários. O que é mais importante, a produção ou o futuro das gerações seguintes?
Se modificarmos o Código Florestal como sugere o relator Aldo Rebelo, iremos regredir no tema “meio ambiente”, abriremos uma lacuna enorme para a exploração predatória da Amazônia, Pantanal e outros biomas.
O art. 1°, inciso III, da Constituição Federal diz que um dos fundamentos da República Federativa do Brasil é “a dignidade da pessoa humana”. Ora, mas qual dignidade terá uma pessoa em viver em terras devastadas, que em poucos anos não terão mais uso tanto para o agronegócio como para o reflorestamento? Vamos deixar acabarem com um habitat genuíno brasileiro porque alguns fazendeiros precisam trocar seus carros, mandarem seus filhos estudarem nas universidades mais caras, mandarem suas esposas para Europa e EUA?
Pense bem antes de dizer que estamos barrando o progresso do País com a reprovação deste Código ultrapassado que esta sendo proposto. Apenas estamos caminhando para um melhor aproveitamento de nossos recursos naturais, e isso tem nome chama-se desenvolvimento sustentável.
Para entendimento de como deveria ser elaborado um novo Código Florestal, recomendo a leitura de artigo publicado no site do Deputado Paulo Teixeira. Link: http://pauloteixeira13.com.br/2011/05/do-codigo-florestal-para-o-codigo-da-biodiversidade/
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